Mesmo corte de carne custa até 64% mais em mercados diferentes

Written by on 15 de outubro de 2021

Levantamento da Abras mostra que não ser fiel a marcas é uma boa dica de economia: espaguete apresentou variação de 196%

O consumidor tem que retomar o hábito de comparar preços ou investir nele para amenizar o peso da inflação. A orientação é da Abras (Associação Brasileira de Supermercados), que encontrou grandes variações de preço nos estabelecimentos em todos os produtos pesquisados.

A carne é um exemplo. O mesmo corte, coxão duro, foi encontrado por valores que vão de R$ 28,98 a R$ 47,50 na pesquisa de campo realizada em outubro nas redes de supermercado do país. A bisteca suína variou de R$ 14,98 a R$ 23,99. No primeiro caso, 64% de diferença. No segundo, 60%.

O quilo do frango inteiro era oferecido por R$ 9,89 em um mercado e R$ 12,99 em outro (31% mais).

O vice-presidente da Abras, Marcio Milan, explica que a disparidade no que é cobrado se explica por uma série de razões. Pode entrar na conta desde a estratégia de cada lojista, com as promoções para determinados itens, até os custos com frete, energia elétrica e tudo o que o empresário teve de gastar para comprar o produto e manter o estabelecimento.

As variações não ficam só na carne. A Abras encontrou, por exemplo, em 13 lojas pesquisadas, variações de 35% no saco de 5 quilos da mesma marca de arroz analisada (Camil), de R$ 17,59 a R$ 23,79.


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